ATO PRÓ-LULA NA PAULISTA TEM REGISTROS DE VANDALISMO; METRÔ CONFIRMA DANOS EM TRÊS ESTAÇÕES

Política

Vistoria identificou oito placas de vidro danificadas, pichações e adesivos; boletim de ocorrência foi registrado para apurar os responsáveis

Reportagem: Marcelo Rodrigues — RCNEWS

A manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada no domingo, 11 de outubro, na Avenida Paulista, foi acompanhada por registros de vandalismo em estruturas do Metrô de São Paulo.

O ato contou com a presença de Lula e reuniu apoiadores de sua candidatura. Segundo a Secretaria da Segurança Pública paulista, ocorrências de tumulto, pichações e depredação foram registradas durante a dispersão dos manifestantes.

DANOS CONFIRMADOS APÓS VISTORIA

Na segunda-feira, 12 de outubro, o Metrô informou que as estações Brigadeiro, Trianon-MASP e Consolação, da Linha 2-Verde, foram atingidas.

A inspeção técnica identificou oito placas de vidro danificadas nas coberturas dos acessos voltados à avenida. Também foram constatadas pichações e aplicação de adesivos em paredes, corrimãos de escadas e no interior de um trem.

Equipes iniciaram a limpeza durante a madrugada. A companhia informou que providenciou novos vidros e que as estruturas afetadas não ofereciam risco aos passageiros, devido às películas de proteção.

APURAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS

O Metrô registrou boletim de ocorrência e informou que disponibilizaria imagens de suas câmeras para auxiliar na identificação dos autores.

Os danos foram confirmados, mas as informações consultadas não estabelecem quem praticou cada ato nem demonstram orientação da campanha de Lula ou da direção do PT. A responsabilização precisa ser individualizada conforme as provas.

No início da noite de domingo, a companhia ainda informava não possuir registros internos de danos. A confirmação veio posteriormente, após a vistoria técnica.

PATRIMÔNIO PÚBLICO MERECE RESPEITO

A manifestação política é um direito democrático. Depredar estruturas de transporte, porém, prejudica um serviço utilizado pela população e exige reparos e mobilização de equipes.

Nenhuma preferência eleitoral justifica vandalismo. A cobrança por esclarecimento e responsabilização deve alcançar os autores dos danos, independentemente de sua posição política.

Também é necessário distinguir o fechamento temporário da estação Trianon-MASP dos episódios de depredação: segundo o Metrô, o controle de acesso foi adotado devido à concentração de pessoas, para preservar a segurança dos passageiros.

O caso exige investigação rigorosa e transparência sobre os prejuízos. A disputa eleitoral não pode transformar equipamentos de uso coletivo em alvos de destruição.

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