Recorte matemático evidencia o peso da região na disputa presidencial, mas não altera o resultado oficial
Reportagem: Marcelo Rodrigues — RCNEWS
O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 permite uma comparação sobre a distribuição regional dos votos: retirando do cálculo toda a votação dos nove estados nordestinos, Flávio Bolsonaro (PL) alcançaria aproximadamente 53,4% dos votos válidos restantes. O percentual ultrapassaria a maioria necessária para uma vitória no primeiro turno, dentro desse cenário hipotético.
Na votação nacional, Flávio terminou à frente, com 47,03%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 45,16%. Nenhum dos dois atingiu mais da metade dos votos válidos, levando a disputa ao segundo turno.
A VANTAGEM DE LULA NO NORDESTE
Nos nove estados da região, Lula somou aproximadamente 21,5 milhões de votos, equivalentes a 63,77% dos válidos. Flávio recebeu cerca de 10,4 milhões, ou 30,85%. A diferença ficou em aproximadamente 11,1 milhões de votos a favor do petista, que liderou em todos os estados nordestinos.
COMO FUNCIONA A SIMULAÇÃO
O cálculo retira os votos nordestinos recebidos por todos os candidatos e também os desconta do total nacional de votos válidos. Nesse recorte, Flávio ficaria com aproximadamente 45,7 milhões de votos, em um universo de 85,6 milhões: cerca de 53,4%.
A operação considera os votos dos demais concorrentes e mantém a votação no exterior. Portanto, não é uma simples comparação entre os dois candidatos nem uma média dos percentuais regionais.
TODOS OS VOTOS CONTAM
A simulação ajuda a compreender o peso eleitoral do Nordeste, mas não tem efeito sobre a apuração. Os eleitores de todas as regiões participam igualmente da escolha do presidente.
O resultado oficial permanece: Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno em 25 de outubro. O desempenho de ambos no Nordeste será um dos fatores relevantes dessa decisão, junto à votação no restante do país e no exterior.
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