Apurações envolvem o Ministério da Saúde e a Dataprev; defesas contestam suspeitas e criticam condução dos inquéritos
A Polícia Federal solicitou a prorrogação dos inquéritos que investigam o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suspeita de tráfico de influência no governo federal. A informação foi noticiada pelo Jornal Nacional.
As apurações envolvem suspeitas no Ministério da Saúde e na Dataprev, empresa pública responsável pelas bases de dados da Previdência Social e de outros programas sociais.
Segundo informações confirmadas pela CNN Brasil, os investigadores apontam diligências pendentes e consideram necessário ampliar o prazo para esclarecer os fatos. Entre as medidas estão análises sobre relações entre os investigados, movimentações financeiras e financiamento de viagens.
O QUE DIZEM AS DEFESAS
Conforme a publicação do Jornal Nacional, a defesa de Roberta Luchsinger afirmou que o inquérito tramita há um ano sem encontrar elementos contra ela. Também alegou interesse político-eleitoral e defendeu o arquivamento.
Os advogados de Antônio Carlos Camilo Antunes negaram irregularidades na atuação do cliente e informaram que aguardam o julgamento de recursos contra sua prisão.
A defesa de Fernando Bittar questionou o momento dos pedidos e apontou suposto viés político na investigação.
Já os representantes de Marco Aurélio Santana Ribeiro negaram que ele tenha intermediado negociações ou atuado em favor de interesses privados quando chefiava o Gabinete da Presidência. Afirmaram ainda que ele quitou o empréstimo com Roberta e confia no trabalho da PF.
O Jornal Nacional informou que procurou a defesa de Lulinha, mas não recebeu resposta até a publicação.
O pedido de prorrogação busca permitir a continuidade das apurações e não representa conclusão de culpa dos investigados.
Reportagem: Marcelo Rodrigues — RCNEWS
Fontes: Jornal Nacional e CNN Brasil.


