Com 166.374 votos, parlamentar conquista o segundo mandato entre os cinco mais votados do estado. Emendas para Itaboraí, atuação na direção da Alerj e iniciativas de auxílio ao interior marcam sua trajetória.
Reportagem especial: Marcelo Rodrigues — Rede Católica News
A reeleição de Guilherme Delaroli (PL) fortalece um grupo político com raízes em Itaboraí e crescente presença no cenário estadual. Nas eleições de 4 de outubro, o deputado conquistou 166.374 votos e terminou como o quinto mais votado para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. O resultado coloca seu nome entre os principais representantes da nova legislatura, que começa em fevereiro de 2027.
Na primeira eleição para deputado estadual, em 2022, Guilherme recebeu 114.155 votos e ficou na sexta posição. Agora, acrescentou 52.219 votos à sua votação anterior, um crescimento de aproximadamente 45,7%. A comparação demonstra uma ampliação expressiva de seu apoio eleitoral ao longo do primeiro mandato.
Sua projeção reúne três elementos: uma base familiar estabelecida, participação em posições importantes da Assembleia e iniciativas voltadas às necessidades dos municípios.
O peso político do sobrenome Delaroli
A trajetória da família antecede a chegada de Guilherme à Alerj. Seu pai, José Delaroli, exerceu quatro mandatos como vereador em Maricá. Guilherme também acumulou experiência na administração municipal como coordenador-geral de projetos da Prefeitura de Itaboraí, antes de assumir a cadeira no Legislativo estadual.
Em Itaboraí, o grupo ganhou uma demonstração contundente de força em 2024: Marcelo Delaroli, irmão de Guilherme, foi reeleito prefeito com 116.813 votos, equivalentes a 93,79% dos votos válidos. Na mesma eleição, João Delaroli foi o vereador mais votado do município, com 10.487 votos.
Esses resultados ajudam a explicar o peso do sobrenome. A família reúne presença na administração municipal, representação legislativa e uma história de participação política na região. A reeleição de Guilherme acrescenta a esse conjunto um mandato estadual renovado com votação maior.
A leitura política desses números é clara: o grupo dispõe de uma base local robusta, enquanto Guilherme amplia sua própria legitimidade nas urnas e sua capacidade de interlocução no estado.
Itaboraí no centro das emendas do primeiro mandato
A saúde municipal aparece entre as prioridades documentadas de Guilherme. Emendas impositivas apresentadas para 2025 destinaram recursos à aquisição de equipamentos, transporte de pacientes e fortalecimento da atenção básica em Itaboraí.
Entre os valores divulgados estão:
- R$ 1.141.400 para aquisição de um mamógrafo, destinado a ampliar o acesso das mulheres ao exame;
- R$ 578 mil para dois veículos tipo furgão adaptados como ambulâncias;
- R$ 159.443 para um aparelho de raio-x fixo analógico;
- R$ 66.205 para qualificação e expansão da atenção primária em saúde.
Essas quatro destinações somam R$ 1.945.048. A reportagem que divulgou as emendas também registrou recursos para medicamentos de uso contínuo e doenças raras. Os valores representam destinações orçamentárias anunciadas; a confirmação da entrega de cada equipamento depende dos registros de execução e aquisição.
A atuação orçamentária começou antes. No Diário Oficial do Legislativo de dezembro de 2023, constam emendas de Guilherme com previsão de R$ 815.578 para tratamentos de média e alta complexidade no Hospital Municipal Desembargador Leal Júnior e R$ 287.437 para assistência em tratamento intensivo na unidade.
O mesmo documento registra prioridades para a construção de um centro de imagem e a implantação de mais unidades da Faetec em Itaboraí. São propostas que conectam saúde, formação profissional e oportunidades de trabalho, embora seu registro no orçamento não comprove, por si só, a conclusão dos serviços ou das obras.
Para Itaboraí, a importância dessa representação está na possibilidade de levar demandas municipais ao orçamento estadual e acompanhar sua execução.
Da base local à direção da Assembleia
O primeiro mandato também trouxe crescimento institucional. Em fevereiro de 2023, Guilherme foi escolhido para presidir a Comissão de Obras Públicas e passou a integrar a Comissão de Constituição e Justiça, responsável pela análise jurídica das proposições.
Em 2025, chegou à primeira vice-presidência da Alerj, integrando a Mesa Diretora eleita para o biênio 2025–2026. A posição ampliou sua participação na condução dos trabalhos legislativos e administrativos da Assembleia.
Esse percurso ajuda a compreender sua projeção: ainda no mandato de estreia, Guilherme passou de parlamentar recém-eleito a integrante da direção da Casa.
Auxílio ao interior e aos municípios atingidos pelas chuvas
A atuação de Guilherme também alcançou cidades fora de sua base principal. A Lei 11.166/2026, de sua autoria original e com participação de outros deputados, autorizou quase R$ 30 milhões para 17 municípios atingidos por fortes chuvas. A Alerj informou que os repasses começaram em 20 de maio.
Entre as cidades contempladas estavam Itaperuna, Bom Jesus do Itabapoana, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, Cantagalo, Barra Mansa, Angra dos Reis e Paraty.
Outra iniciativa, de autoria original de Douglas Ruas e Guilherme Delaroli, tornou-se a Lei 11.238/2026. A norma previu R$ 45,5 milhões para 26 prefeituras, com R$ 1,75 milhão por município, destinados a assistência social, saúde e recuperação de infraestrutura urbana e rural afetada por desastres.
A lista incluiu cidades do Norte, Noroeste, Região Serrana e Sul Fluminense, como Campos dos Goytacazes, Cambuci, Varre-Sai, Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Resende e Volta Redonda. Trata-se de recursos do Fundo Especial da Assembleia, aprovados coletivamente, com participação de Guilherme na formulação das medidas.
Uma lei para proteger profissionais da saúde
Na produção legislativa, destaca-se a Lei 11.070/2025, originada de projeto de Guilherme, que instituiu o “botão do pânico” nas unidades de saúde para proteger médicos e demais profissionais. A medida foi sancionada em dezembro de 2025 e criou uma ferramenta de acionamento diante de situações de violência.
Um segundo mandato com maior responsabilidade
A votação ampliada, a passagem pela direção da Alerj e as iniciativas voltadas a Itaboraí e ao interior sustentam a avaliação de que Guilherme Delaroli chega ao segundo mandato como um nome de maior peso na política fluminense.
O sobrenome oferece uma base histórica e eleitoral. Seu desempenho parlamentar acrescenta posições institucionais, propostas e destinações de recursos a essa trajetória. A próxima etapa será transformar a força renovada nas urnas em execução acompanhada, serviços públicos e resultados para os municípios.
Para Itaboraí, sua reeleição preserva uma representação próxima às demandas locais. Para o Estado do Rio de Janeiro, reforça a presença de um parlamentar que ampliou sua votação e passou a participar de decisões com alcance regional.
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